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quarta-feira, 1 de julho de 2015

INTRODUÇÃO AO YOGA INTEGRATIVA - COM ROSANA REGINATTO E LIS DE CASTRO

13 A 19 SETEMBRO 2015 – INTRODUÇÃO AO YOGA INTEGRATIVA 13 a 19 Setembro 2015 – Introdução ao Yoga Integrativa COM ROSANA REGINATTO E LIS DE CASTRO Yoga Integrativa é uma escola de Yoga, cuja principal missão é promover o bem-estar da pessoa em todas as facetas que compõem a sua vida, criando o alicerce que gradualmente restabelece o realinhamento da pessoa consigo mesma e com o mundo de relações que a cerca. Yoga Integrativa é o foco principal das práticas oferecidas no Centro Montanha Encantada, em Garopaba/SC. Neste programa, será compartilhado com os alunos, de forma prática e vivencial, os aspectos singulares que fazem dessa abordagem do Yoga um convite à transformação da visão que se tem de si mesmo e do mundo. Os conceitos fundamentais do Yoga são apresentados de forma leve e participativa. Através da utilização de diferentes ferramentas do Yoga, de exercícios e vivências na natureza, os alunos têm a oportunidade de experimentar a eficácia, profundidade e veracidade dos ensinamentos milenares, tão atuais e relevantes na vida moderna. Posturas de Yoga, técnicas respiratórias, relaxamentos e meditações se transformam em veículos de integração e revelação do ser mais profundo que existe em cada um de nós. Através dessa metodologia experiencial de ensino do Yoga, os alunos integram, de forma natural, o conteúdo filosófico às suas vidas cotidianas, expandindo as fronteiras da visão do Yoga para além da sala de prática, possibilitando a dissolução de padrões limitantes e restritivos ao nível de corpo, mente e espírito. ENFOQUE DO PROGRAMA Explorar as cinco dimensões que compõem o Ser: níveis físico, energético, pscio-emocional, testemunha e espiritual (Os 5 Koshas); Conhecer os 8 principais veículos da jornada de autoconhecimento – Os 8 Ramos da Árvore do Yoga (os 8 Angas de Patañjali – Ashtanga Yoga); Cultivar as qualidades dos 5 Grandes Elementos: terra, água, fogo, ar e espaço (5 Mahabhutas); Integrar os 7 principais Centros de Energia – desabrochando o potencial interno na expansão dos níveis de consciência (7 Chakras). A QUEM SE DESTINA A todos os interessados em conhecer melhor e experimentar as práticas integrativas do Yoga, quer sejam praticantes de outras abordagens ou iniciantes. FERRAMENTAS DO YOGA Consciência respiratória / técnicas de desbloqueio de padrões respiratórios / técnicas de respirações yóguicas (pranayama); Sequências preparativas para a prática das posturas de Yoga: movimentos Somáticos Integrativos e aquecimentos conscientes; Posturas de Yoga (asana): prática das posturas de Yoga em sequência, em permanência / Yoga em Dupla, Yoga Restaurativa, Yoga com acessórios (blocos, almofadas, faixas, parede); Yoga Nidra (relaxamento profundo e consciente), conhecido como o Sono Yóguico; Prática de Mudras (gestos com as mãos): para cultivar qualidades especiais, tais como auto-estima, segurança, confiança, determinação, fluidez, clareza mental, discernimento, dentre outras; Meditação guiada: abrindo o tema de cada dia; Canto de bhajans, canções devocionais e mantras. O PROGRAMA INCLUI 6 noites de hospedagem 3 refeições diárias – alimentação vegetariana Curso teórico-prático de 10 horas diárias Caminhadas e vivências na natureza MINISTRANTES ROSANA REGINATTO Formada em farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria, exerceu por 20 anos a profissão de bioquímica e farmacêutica. Na busca de uma vida equilibrada e na senda da jornada espiritual, encontrou o Yoga na Montanha Encantada, onde fez diversas formacões e atuou como professora assistente em diversos cursos como Formacão de professores de Yoga Integrativa Modulo I e II, Yoga Para Criancas, Chakraterapia, Asana Multidimensional, Yogaqterapia Módulo I, Expandindo os Horizontes como professor de Yoga, entre outros. Atuou como ministrante no Curso de Pranayamas, Mudras e Bandhas em 2013. Ministrande do curso A arte das Mandalas. Integrante da Associacão Meditar, cuja sede fica em São Francisco de Paula e dirigida pelo Dr. Enio Burgos, entidade que visa difundir a meditacão e a pratica da Mente atenta. Fundou o Espaço Shiva Yoga na cidade de Chapecó, onde atua desde 2007. Ministra palestras e wokshop em diversas instituições como UNIMED, UNOCHAPECO, HEMOSC Chapeco, SENAI e SESI entre outras. LIS DE CASTRO Iniciou sua vivência em yoga e meditação há 15 anos com os ensinamentos de Paramahansa Yogananda. Professora de Yoga desde 2005, formada em Hatha Yoga Integral (Swami Satchidananda),Yogaterapia Integrativa (Montanha Encantada), Ayurveda (Triguna,BH). Como aluna, mergulha nos universos do Advaita Vedanta através dos ensinamentos de Glória Arieira, Mooji e práticas pessoais de Kum Nye, sob orientação do Instituto Nyingma de SP. Terapeuta com formação em Experiência Somática,SE – Somatic Experiencing®, abordagem terapêutica que reforça o retorno da autorregulação natural e a consequente imunidade a experiências traumáticas. Baseia-se numa tradição de educação corporal que utiliza a sensopercepção (consciencialização das sensações corporais) para trabalhar com o corpo e a mente de forma integrada. PROGRAMAÇÃO PREVISTA PRIMEIRO DIA 16:00 – 19:00 – Check in 19:00 – 20:00 – Jantar 20:30 – 21:30 – Palestra de Abertura PROGRAMACÃO DIÁRIA 07:00 – 08:30 – Prática de Yoga e Meditação 08:30 – 09:30 – Café da Manhã 09:30 – 13:00 – Aulas 13:00 – 14:00 – Almoço 14:00 – 15:00 – Tempo livre 15:00 – 15:30 – Yoga Nidra 15:30 – 19:00 – Aulas 19:00 – 20:00 – Jantar 20:00 – 21:30 – Atividades noturnas: meditação, música/canto de mantras, filmes e oficinas diversas ÚLTIMO DIA 07:00 – 08:30 – Prática de Yoga e Meditação 08:30 – 09:30 – Café da Manhã 09:30 – 10:00 – Check Out O Centro Dhanvantari de Terapias Ayurvédicas oferece uma seleção complete de massagens e procedimentos ayurvédicos (sauna, esfoliações, massagens, entre outras). Esses serviços são opcionais, a custo adicional. INVESTIMENTO (ACOMODAÇÃO POR PESSOA): Quarto Triplo: R$ 1.865.00 Quarto Duplo: R$ 2.175.00 Quarto Individual: R$ 2.485.00 Consulte com o nosso atendimento a melhor forma de pagamento. A Montanha Encantada oferece pagamento com depósito em conta bancária ou cartão de crédito.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

INTRODUÇÃO AO YOGA INTEGRATIVA NA MONTANHA ENCANTADA

http://www.yogaencantada.org/blog/calendario/introducao-yoga-integrativa/ COM ROSANA REGINATTO E LIS DE CASTRO Yoga Integrativa é uma das escolas de Yoga mais conhecidas no Brasil e no mundo. Sua principal missão é promover o bem-estar da pessoa em todas as facetas que compõem a sua vida, criando o alicerce que gradualmente restabelece o realinhamento da pessoa consigo mesma e com o mundo de relações que a cerca. Yoga Integrativa é o foco principal das práticas oferecidas no Centro Montanha Encantada, em Garopaba/SC. Neste programa, será compartilhado com os alunos, de forma prática e vivencial, os aspectos singulares que fazem dessa abordagem do Yoga um convite à transformação da visão que se tem de si mesmo e do mundo. Os conceitos fundamentais do Yoga são apresentados de forma leve e participativa. Através da utilização de diferentes ferramentas do Yoga, de exercícios e vivências na natureza, os alunos têm a oportunidade de experimentar a eficácia, profundidade e veracidade dos ensinamentos milenares, tão atuais e relevantes na vida moderna. Posturas de Yoga, técnicas respiratórias, relaxamentos e meditações se transformam em veículos de integração e revelação do ser mais profundo que existe em cada um de nós. Através dessa metodologia experiencial de ensino do Yoga, os alunos integram, de forma natural, o conteúdo filosófico às suas vidas cotidianas, expandindo as fronteiras da visão do Yoga para além da sala de prática, possibilitando a dissolução de padrões limitantes e restritivos ao nível de corpo, mente e espírito. ENFOQUE DO PROGRAMA Explorando as cinco dimensões que compõem o Ser: níveis físico, energético, mental-emocional, discriminativo e espiritual (Os 5 Koshas) Conhecendo os 8 principais veículos da jornada de autoconhecimento – Os 7 Ramos da Árvore do Yoga (os 8 Angas de Patañjali – Ashtanga Yoga) Cultivando as qualidades dos 5 Grandes Elementos: terra, água, fogo, ar e espaço (5 Mahabhuta) Viagem de integração dos 7 principais Centros de Energia – desabrochando o potencial interno na expansão dos níveis de consciência (7 Chakras) A QUEM SE DESTINA A todos os interessados em conhecer melhor e experimentar as práticas integrativas do Yoga, quer sejam praticantes de outras abordagens ou iniciantes. FERRAMENTAS DO YOGA Consciência respiratória / técnicas de desbloqueio de padrões respiratórios / técnicas de respirações yóguicas (pranayama); Seqüências preparativas para a prática das posturas de Yoga: movimentos Somáticos Integrativos e aquecimentos conscientes; Posturas de Yoga (asana): prática das posturas de Yoga em sequência, em permanência / Yoga em Dupla, Yoga Restaurativa, Yoga com acessórios (blocos, almofadas, faixas, parede); Yoga Nidra (relaxamento profundo e consciente), conhecido como o Sono Yóguico; Prática de Mudras (gestos com as mãos): para cultivar qualidades especiais, tais como auto-estima, segurança, confiança, determinação, fluidez, clareza mental, discernimento, dentre outras; Meditação guiada: abrindo o tema de cada dia; Canto de bhajans, canções devocionais e mantras. O PROGRAMA INCLUI 6 noites de hospedagem 3 refeições diárias – alimentação vegetariana Curso teórico-prático de 10 horas diárias Caminhadas e vivências na natureza MINISTRANTES ROSANA REGINATTO Formada em farmácia pela Universidade Federal de Santa MAria, exerceu por 20 anos a profissÃO de bioquímica e farmacêutica. NA busca de uma vida equilibrada e na senda da jornada espiritual, encontrou o Yoga na Montanha Encantada, onde fez diversas formacões e atuou como professora assistente em diversos cursos como Formacão de professores de Yoga Integrativa Modulo I e II, Yoga Para Criancas, Chakraterapia, Asana Multidimensional, Yogaqterapia Módulo I, Expandindo os Horizontes como professor de Yoga, entre outros. Atuou como ministrante no Curso de Pranayamas, Mudras e Bandhas em 2013. Ministrande do curso A arte das Mandalas. Integrante da Associacão Meditar, cuja sede fica em São Francisco de Paula e dirigida pelo Dr. Enio Burgos, entidade que visa difundir a meditacão e a pratica da Mente atenta. Fundou o Espaço Shiva Yoga na cidade de Chapecó, onde atua desde 2007. Ministra palestras e wokshop em diversas instituições como UNIMED, UNOCHAPECO, HEMOSC Chapeco, SENAI e SESI entre outras. LIS DE CASTRO Iniciou sua vivência em yoga e meditação há 15 anos com os ensinamentos de Paramahansa Yogananda. Professora de Yoga desde 2005, formada em Hatha Yoga Integral (Swami Satchidananda),Yogaterapia Integrativa (Montanha Encantada), Ayurveda (Triguna,BH). Como aluna, mergulha nos universos do Advaita Vedanta através dos ensinamentos de Glória Arieira, Mooji e práticas pessoais de Kum Nye, sob orientação do Instituto Nyingma de SP. Terapeuta com formação em Experiência Somática,SE – Somatic Experiencing®, abordagem terapêutica que reforça o retorno da autorregulação natural e a consequente imunidade a experiências traumáticas. Baseia-se numa tradição de educação corporal que utiliza a sensopercepção (consciencialização das sensações corporais) para trabalhar com o corpo e a mente de forma integrada. PROGRAMAÇÃO PREVISTA PRIMEIRO DIA 17:00 – 19:00 – Check in 19:00 – 20:00 – Jantar 20:30 – 21:30 – Palestra de Abertura PROGRAMACÃO DIÁRIA 07:00 – 07:30 – Meditação 07:30 – 08:30 – Prática de Yoga 08:30 – 09:30 – Café da Manhã 09:30 – 11:00 – Aula 11:00 – 11:15 – Intervalo 11:15 – 13:00 – Aula 13:00 – 14:00 – Almoço 14:00 – 15:00 – Tempo livre 15:00 – 15:30 – Yoga Nidra 15:45 – 17:45 – Aula 17:45 – 18:00 – Intervalo 18:00 – 19:00 – Aula 19:00 – 20:00 – Jantar 20:30 – 21:30 – Atividades noturnas: meditação, música/canto de mantras, filmes e oficinas diversas ÚLTIMO DIA 07:00 – 07:30 – Meditação 07:30 – 08:30 – Prática de Yoga 08:30 – 09:30 – Café da Manhã 09:30 – 10:00 – Check Out INVESTIMENTO (ACOMODAÇÃO POR PESSOA): Quarto Triplo: R$ 1.865.00 Quarto Duplo: R$ 2.175.00 Quarto Individual: R$ 2.485.00 Consulte com o nosso atendimento a melhor forma de pagamento. A Montanha Encantada oferece pagamento com depósito em conta bancária ou cartão de crédito.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MÃE UNIVERSAL - Um conto indiano

Um conto indiano em homenagem a todas as mães. Nunca existiram irmãos mais diferentes. Kartikeia, o filho menor de Shiva e Parvati, é muito bonito - e ele sabe disso! Alto, elegante e atlético, Kartikeia é o deus da Guerra e domina o uso de todas as armas. Como a maioria dos garotos, ele é vaidoso e se preocupa muito com a aparência e as habilidades. Muito apropriadamente, seu animal e símbolo é o pavão, a ave mais linda de todas e também o pássaro nacional da Índia. Kartikeia sempre gostou de jogos e concursos energéticos, onde ele podia competir com outros deuses, especialmente com seu irmão mais velho e, é claro, ganhar. Um dia, Kartikeia provocou seu irmão gordinho e o chamou para uma corrida! Ganesha já estava acostumado com os modos do irmão, então sorriu e continuou a ler o seu livro. - Veja, mãe - reclamou Kartikeia, - ele não faz nada a não ser descansar a tromba sobre um livro, o dia todo. Diga-lhe que nós, os deuses, temos de voar por aí e patrulhar este mundo de vez em quando. Eu voo o tempo todo no meu pavão. Vai ver que eu sou um deus melhor do que ele. -Vamos ver - foi a resposta de Parvati. E ela deu um pequeno teste aos filhos. Ela pediu aos dois que dessem uma volta ao redor do universo e aquele que chegasse primeiro, seria o vencedor e ganharia dela uma benção especial. Kartikeia deu pulos de felicidade - Vou montar já o meu pavão e voltarei sem demora! - ele se vangloriava, rindo-se ao imaginar Ganesha montado no camundongo. Ele ia levar milhões, ou bilhões, quem sabe, zilhões de anos para dar a volta pelo universo. - Você pode desistir agora mesmo, se preferir - disse Kartikeia ao irmão, - porque não existe a menor chance de que possa ganhar! Dando um alegre adeus, Kartikeia partiu no seu pássaro colorido. Ganesha se sentou e pensou calmamente por uns minutos. De mãos postas, ele abaixou a cabeça e orou à deusa Parvati. Então, montou no seu rato e, muito devagarzinho, cheio de dignidade, ele começou a dar uma volta ao redor da sua mãe. Kartikeia levou um dia e uma noite para dar uma volta inteira pelo universo. E voava tão rapidamente que mal viu os planetas, as estrelas e os satélites, passando por eles como um raio. Por fim, feliz e orgulhoso, Kartikeia se apresentou a mãe, certo de que era o vencedor. - Mas, Kartikeia, foi seu irmão que venceu! - foram as palavras de Parvati. A deusa sabia que seu filho menor precisava de uma lição para crescer. - Sua velocidade foi menor que a sabedoria dele, filho! Kartikeia mal podia acreditar no que ouvia. Teria ouvido bem? Mas ele sabia que sua mãe sempre falava a verdade. Então, ele se virou para Ganesha e perguntou, curioso: - Como foi que você conseguiu? Como pôde dar uma volta tão rápida pelo universo, com este rato? - Irmãozinho, nossa mãe, que nos deu à luz e nos cria e protege, também é a criadora de tudo e de todos no universo. O sol nasce no leste, as estrelas brilham à noite, os pássaros cantam, os rios correm, e tudo isso só porque nossa mãe o deseja. Quando você vê pessoas, animais, árvores, montanhas e até mesmo deuses, deve se lembrar da grande Mãe que tudo criou. Todos nós somos parte dela. Ela é o universo! Portanto, eu apenas dei uma volta ao redor dela. - explicou Ganesha. Kartikeia logo compreendeu o que o irmão tentava lhe dizer e teve vergonha do orgulho e da empáfia que sentira. E, Humildemente, ele pediu perdão a Ganesha e então cumprimentou reverentemente Parvati. - Mãe, a senhora também me perdoa? A senhora é tão adorável e eu tão jovem e tolo, que penso que é só minha e de mais ninguém. Esqueci-me de que a senhora é a Mãe universal! Parvati abriu os braços graciosos e abraçou ternamente os dois deuses, dizendo-lhes: - Meus filhos, os dois ganharam. O amor de uma mãe é dado incondicionalmente e não existe criança que não receba as bênçãos de sua mãe. Ambos têm as minhas bênçãos. E que vocês possam, em troca, ser uma benção para todos os que os chamarem pedindo ajuda. Fonte: Ganesh – O grande deus hindu, de Debjani Chatterjee, Editora Madras

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

YOGA SUTRAS De PATAÑJALI

Yoga Sutras

Sutra significa literalmente "fio". Sao 196 sutras divididos em quatro livros.

A primeira parte trata da Contemplação (SAMADHI PADA), apresenta a teoria do yoga e a descrição dos mais avançados estágios da prática de samadhi ou contemplação

A segunda parte trata da prática (SADHANA PADA). Os cinco primeiros passos das tradicionais oito partes do RAJA YOGA são expostos, juntamente com seus benefícios, obstáculos para sua obtenção e os meios de transpor tais obstáculos.

A terceira parte é conhecida como a parte que trata da realização (VIBHUTI PADA) e discute os tres passos finais do RAJA YOGA, mais todos os poderes e conquistas que podem ocorrer ao praticante sincero.

A quarta parte trata do ABSOLUTO (KAIVALYA PADA) e discute o yoga de um ponto de vista mais cósmico e filosófico.

FONTE:

Os Sutras do Yoga de PATAÑJALI

sábado, 12 de fevereiro de 2011

OS KLESHAS

OS KLESHAS


Segundo a visão do Yoga, os Kleshas são motivos de sofrimento para a humanidade. Literalmente, a palavra sânscrita klesha significa dor, aflição, miséria. Kleshas são as causas da dor existencial que aflige toda a humanidade nos diferentes pontos do planeta. São obstáculos que nos impedem de progredir na jornada do yoga que nos leva a moksha (libertação). Patãnjali nos traz através dos Yoga Sutras o conhecimento de cinco kleshas.

No Yoga Sutra, 2.3, Patañjali os enumera da seguinte maneira: “Avidya, ignorância, asmita, egoísmo, raga, apego, dvesha, aversão, e abhinivesha, apego pela vida, são as aflições, kleshas”.

A manutenção da dor e sofrimento tem como base avidya (ignorância, ausência de conhecimento). Uma vez trazendo vidya (conhecimento) pela prática do yoga, os outros kleshas não se mantêm. Portanto, a prática do yoga nos liberta da dor porque nos traz conhecimento com sabedoria. Gostei quando li sobre os kleshas como uma árvore. As raízes são denominadas de AVIDYA (ignorância). Uma vez cortado as raízes, a árvore não se mantém e, portanto não nutre os outros quatro galhos.

Avidya: Compreensão incorreta (ignorância). Pode ser entendida como resultado acumulado de nossas muitas ações inconscientes. Ações, modo de percepção que carregamos mecanicamente por anos. É o desconhecimento de quem somos. A falta de conhecimento considera sendo “Eu” o que não é “Eu”. É a ilusão que nos mantém presos a roda do samsara.

Avidya se expressa no nosso mundo da ação através dos outros 4 ramos da árvore:


RAGA (Apego) : É a identificação nossa com nossos registros de situações prazerosas que queremos manter ou conseguir. Queremos algo hoje porque foi bom ontem, mas não porque precisamos agora. Queremos mesmo que não precisamos e que talvez nem seja bom para nós nesse momento (desejo). Queremos coisas que não temos, o que temos não é suficiente. Queremos guardar o que temos que dar.

Dvesha (Aversão): Rejeitamos pessoas, pensamentos, ambientes relacionados a uma experiência difícil, presumindo que elas nos trarão dor novamente. Rejeitamos o desconhecido.

Asmita (Ego) : Egocentrismo. Sentimento de individualidade. Leva-nos a pensar que o mundo gira em torno de nós.

Abhinevesha (Medo): Sentimos insegurança, dúvidas sobre nossa posição na vida, medo que nos julguem mal, medo de envelhecer, medo da morte. A visão dolorosa da morte é o registro latente que se manifesta nos mais diferentes seres. Porém, o apego a vida é fruto da ignorância (avidya), pois tudo é transitório, impermanente Desconhecemos a imortalidade do espírito, por isso sofremos diante da morte.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

OS KOSHAS


Koshas significa corpo, invólucro, dimensão, camada. No yoga falamos de cinco koshas. Corpos esses, não separados, mas integrados, interdependentes. São eles:



1º - Annamayakosha:



Anna = Matéria, Comida        Maya= Constituído de                Kosha: Corpo



Este é o corpo constituído de matéria, o nosso corpo físico. É nesse corpo que podemos através dos sentidos ter diferentes experiências. É o corpo mais fácil de perceber, pois podemos tocar, ver, apalpar. Ao nos posicionarmos num ásana (postura) colocamos o corpo numa forma determinada. Tônus muscular, posição das articulações, posição da coluna, dos ossos, da cabeça. Vamos tonificando , fortalecendo, alongando. Cuidamos do corpo com amorosidade, pois ele é um templo. Precisamos da harmonia entre os sistemas para que o todo (microcosmos) esteja em ordem (saúde), afastando-nos do caos (doença). A homeostase é imprescindível para a harmonia do todo.




2º – Pranamayakosha:



Prana: Energia vital          Maya: Constituído de            Kosha: Corpo



Este é o corpo de energia. É um corpo mais sutil que o físico. Não podemos tocar, apalpar, mas podemos senti-lo através da respiração no próprio corpo denso e na mente.



Algumas ocasiões podemos olhar para uma pessoa e ver nela a falta de vitalidade ou o vigor (falta ou presença de energia). Através da consciência respiratória vamos aperfeiçoando a percepção desse corpo. Ao respirar estamos movendo a energia (prana) através dos canais que a conduzem (nadis). Através dessa percepção afinada que temos consciência dos movimentos dos ventos internos (vayus) que são cinco: Apanavayu, Pranavayu, Vyanavayu, Samanavayu, Uddanavayu (assunto a ser tratado em outro artigo). É no corpo energético que podemos harmonizar os chakras (rodas de energia que absorvem e distribuem energia ) sentindo seus efeitos no corpo físico e mental/emocional, pois sabemos da interdependência de todos os koshas. A expressão de que a respiração é a ponte entre o corpo físico e a mente explica muito essa relação. A energia que alimenta e harmoniza cada centro de energia regula e harmoniza cada glândula, sendo que esta última regula diferentes sistemas, órgãos do corpo físico. A função glandular harmônica, determina um corpo sadio e mais que isso, uma mente equilibrada e harmoniosa, pois cada parte do corpo físico, cada chakra está relacionada a diferentes aspectos da vida.



3º - Manamayakosha:



Manas: Mente inferior        Maya: Constituído de            Kosha: Corpo



Essa é a mente que precisamos todos os dias desde que levantamos, para lembrar que precisamos escovar os dentes, nos alimentar, ir ao trabalho, levar os filhos para escola, lembrar de nossas obrigações e afazeres. Este é o corpo que faz derramar lágrimas de emoção quando o(a) filho(a) canta aquela canção de dias das mães. Que faz rir quando a gente vê a nossa gatinha brincar e se encher de nós com o novelo da lã.



Essa é uma dimensão importante para preservação da vida nesse corpo denso. É nesse corpo sutil que se originam as emoções e pensamentos. Os pensamentos e emoções, na maior parte dos seres humanos, são condicionados a partir das crenças as quais nos submetemos no decorrer de nossa existência. Nascemos perfeitos, completos, unidos à fonte. À medida que os anos passam vamos nos afastando da fonte, distorcendo a visão de nós mesmos. Perdemos a identificação de quem Somos e começamos a criar a identificação do “eu”, um nome, uma profissão, um relacionamento. Experiências vão acontecendo e vamos, a partir das crenças, alimentando esse “eu” mais e mais e nos distanciamos mais e mais da Fonte. Para entender melhor, imaginemos uma pessoa que tem um padrão de vítima. Essa pessoa, em cada situação de desafio reforça esse papel se colocando numa posição de “coitadinho” esperando a ajuda de terceiros para sair da situação, pois ele, com sentimentos de fragilidade e impotência aflora a compaixão, a atenção de outros, situação que o deixa cômodo frente às dificuldades. Experiências são importantes sim. Elas vem para nos fazer crescer e desenvolver durante essa existência e não para reforçar um papel que não é nosso. Porém, na maioria das vezes jogamos fora a oportunidade de olhar para nós mesmos e descobrir o verdadeiro EU, ligado a fonte e por isso livre de todo sofrimento e dor (moksha – Libertação) objetivo do Yoga.



4º - Vijnanamayakosha –



Vijnana: Mente Superior         Maia: Constituído de             Kosha: Corpo



É um corpo mais sutil ainda. É também é chamado Corpo do Observador Interno, ou Corpo Testemunha. É esse aspecto de nosso ser que observa o corpo físico, o corpo de energia, o corpo mental emocional. É como se ele estivesse no alto de uma montanha olhando tudo com uma visão ampla e completa. É o corpo de não se apega, não julga, não rejeita. É um ponto chave na vivência do yoga para atingir o autoconhecimento. O observador interno pode nos mostrar ou trazer à consciência um padrão de pensamento que temos, como por exemplo: Não consigo, não posso... O observador permite a liberdade através da transformação em nós mesmos. Porém, se o observador está adormecido, esses padrões permanecem e continuamos a alimentar esse padrão que nos prende a mais sofrimento. Durante a prática de yoga o observador interno deve estar sempre ativado para atingir o autoconhecimento. No exemplo da prática de asanas (3º anga) se o corpo testemunha não está atento, o asana é apenas um exercício físico. É nesse corpo que acolhemos o que vem à tona. É a tomada de consciência que permite o eu limitado ser o EU ILIMITADO.



5º Ananadamayakosha



Ananda: Bem aventurança        Maia: Constituído de            Kosha: Corpo



A natureza desse corpo é “felicidade plena”. É o sentimento de completude, de plenitude, que vamos sentindo e aprofundando na prática do yoga. É um estado em que nada de fora interfere. Não dependemos de nada que é externo. Ao estarmos numa forma, podemos chegar a ser a forma, e nesse momento sentimo-nos completos, nada nos falta. Pode ser um lampejo dessa sensação, mas estamos experimentando a natural existência do nosso Ser. Quanto mais praticamos, quanto mais estamos presentes, mais esse lampejo se torna a realidade em nosso dia a dia.



Fonte: 
Apostila de Formação de Yoga, Yoga Integrativa, Garopaba-SC






















terça-feira, 20 de julho de 2010

TAPAS 3º Nyama



Tapas é o calor gerado na prática. É o fogo do yoga que purifica, queima as impurezas do corpo e da mente. Tapas é o esforço, a dedicação, a persistência do sadhana (ascese espiritual). O calor de tapas purifica o corpo físico e também fortalece a mente. A força e estabilidade mental nos permite enfrentar as adversidades da vida de maneira firme, sem cair em descontrole. Permanecemos estáveis, completos, inteiros, enfrentamos a situação reconhecendo que tudo o que nos acontece nos remete a um aprendizado e aperfeiçoamento do ser, aprendemos com a experiência e damos passos à frente nesse caminho.

É no calor da prática com auto-esforço que aprendemos como nos portar nas experiências do dia a dia. Mantemos a estabilidade e conforto na postura, geramos calor, mas ficamos serenos, tranqüilos, respirando e observando. É assim que vamos estar nas adversidades do dia a dia.

Porém, não iremos desenvolver e aprimorar se não mantivermos uma constância na prática. Quanto mais disciplina e dedicação, mais purificação, mas fortalecimento no corpo e na mente. Descobrimos uma força interior latente que vai aflorando e a regularidade da prática com dedicação, permite a dissolução das impurezas. Damo-nos conta disso nas nossas atitudes do dia a dia, pois nos flagramos agindo de maneira mais centrada e equilibrada diante de uma situação que antes nos fazia perder o controle das emoções nos desequilibrando, desarmonizando e até nos acometendo doenças físicas.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SANTOCHA – Contentamento - 2º Nyama

Quando pensamos em contentamento podemos lembrar de alguém comprando o carro dos sonhos, entrando na sua casa própria, realizando o casamento com a pessoa amada, aquela, a quem desejou a vida inteira.


Quando pensamos em contentamento, podemos imaginar um estado de alegria profunda que nos mantém presentes, com uma mente estável. O primeiro é um estado temporário e fugaz de alegria. O segundo um estado de santocha.


Quando a mente não é estável, não estamos felizes, estamos sim inundados no sofrimento. Imaginemos a mente divagando entre passado e futuro. No passado, buscando alimentar-se de lembranças que, se doloridas, nos emocionam e nos fazem sofrer novamente. Se no futuro, sofrendo por aquilo que desejamos ter ou almejamos alcançar. E pensar na possibilidade de não ter ou não alcançar, nos faz sofrer. Estar contente, estado de santocha, portanto, é ter uma mente estável.


Para cultivar santocha é necessário uma mudança de padrões e condicionamentos.


Vamos imaginar uma pessoa que está sempre a criticar os outros, sempre a julgar. Será que essa pessoa pode ser contente? Esperando sempre mais, e mais dos outros? É claro que não. Querer mudar o outro, exigir do outro, nos afasta de santocha. Podemos sim, começar a mudança em nós mesmos. Podemos nos perguntar? Posso ser mais sereno? Posso ser mais compassível? 


Imaginemos também uma pessoa que sempre está a se lastimar. Lastima a sua situação, o seu corpo, o seu cabelo, o carro que não consegue trocar, a sua situação financeira. Há tantos desejos e tantas aversões (raga e devesha) que santocha se distancia.


Imaginemos também uma pessoa aversiva, sempre a agredir os outros, seja de forma verbal ou em ação. A energia da aversão se manifesta alimentando mais e mais aversão e santocha novamente está longe de ser vivenciada.


Para atingir um estado de santocha (contentamento profundo) precisamos nos libertar de querer mudar o outro, mas mudar a nós mesmos. Precisamos olhar a vida e aceitar cada situação “boa ou ruim” como uma oportunidade de aprendizado. Precisamos libertar-nos de sentimentos egoísticos, raivosos, coléricos, depressivos, gananciosos que impedem de viver a vida com alegria e paz, pois estamos presos aos outros.


Libertar-nos do apego, da aversão, do medo, da inadequação é um passo a mais dado rumo ao estado de santocha em que, sendo equânimes, permitimo-nos a alegria de viver, aceitando a nós mesmos como somos, aceitando os outros como são, aceitando as situações da vida como elas se apresentam.


Cultivar um estado de gratidão é manter santocha presente em nossa vida, pois a energia da gratidão além de nos manter felizes é uma energia de cura que harmoniza e purifica nossa mente permitindo pensamentos mais elevados e nobres, deixando a mente estável e feliz.

terça-feira, 15 de junho de 2010

SAUCHA - Purificação/Limpeza 1º Nyama


SAUCHA (Purificação/Limpeza)





Saucha pode ser traduzido como limpeza/purificação, tanto externa como interna.
Todos os dias praticamos higiene como o nosso corpo físico. A higiene é tão necessária, não só para o bem-estar, mas também para a nossa saúde. Sabemos na prática, a importância da higiene externa, pois se negligenciamos adoecemos e sentimos dor. Sabemos muito bem as conseqüências de não escovar os dentes. Quem já não sentiu a dor de uma cárie quando criança?
Podemos pensar em Saucha também como purificação através da alimentação saudável. É importante termos critérios ao escolhermos nossos alimentos. É importante termos controle dos sentidos ao alimentar-nos. Podemos (e acredito que a maioria assim procede), alimentar-nos pelo prazer. Escolhemos o que é prazeroso, porém negligenciamos os venenos e toxinas que introduzimos no nosso corpo, desvitalizando-o. A alimentação afeta toda nossa vida. Tem uma frase que desconheço o autor mas gosto de lembrar:
“ Não viver para comer e sim comer para viver.” Um aspecto importante a considerar, mas que não cabe nesse artigo estender, é a alimentação com produtos mortos, que não trazem vida (prana) para nós.
Saucha também pode ser aplicado através do sentido da visão e audição. Podemos poluir, intoxicar, envenenar nosso ser através dos alimentos nesses dois sentidos. Selecionar, ser criterioso com tudo aquilo que escolhemos ver e ouvir é uma atitude de saucha, purificação limpeza. Quando escolho um filme de violência, por exemplo, é dessa qualidade que estou alimentando minha mente através do sentido da audição e visão
Vamos aprofundar um pouco mais a nossa higiene interna.
O que temos feito para nos purificar internamente?
Estamos sendo negligentes a ponto de adoecer mentalmente?
Pensemos um pouco nos ásanas (posturas psicofísicas) como purificam liberando impurezas e toxinas que “jogamos “ para dentro pelos nossos impulsos e excessos.
Pensemos nos pranayamas (exercícios respiratórios) como restabelecem a energia, revitalizando e revigorando nosso corpo, agredido pela nossa negligência .
Asanas e pranayamas tem conseqüências diretas e objetivas no nosso corpo físico internamente. Mas ainda cabe a pergunta:
O que temos feito para purificar nossa Mente?
Vamos pensar numa situação prática do dia a dia. Não saímos de casa sem antes escovar os dentes, olhar no espelho a situação do nosso cabelo, etc. Principalmente se vamos ao encontro da pessoa amada ou talvez numa entrevista de emprego. Imagine você numa dessas situações com um pedaço de feijão nos dentes....Além de cômico, um ato  de negligência e relaxamento consigo, não é mesmo?
Agora, imagina uma situação em que você sentiu muita raiva, ou talvez inveja, cobiça. Ou talvez você tenha sentido mágoa. O que fez para purificar a sua mente? A maioria das pessoas respondera: Não fiz NADA.
Não devemos negar a nossa sombra. Todos nós temos. Alguns a escondem tanto, porém na primeira situação de estresse ela vem com tudo, se manifesta de tal forma que até espanta. Aceitar ou reconhecer a sombra é o primeiro passo para purificá-la. Não podemos purificar aquilo que não aceitamos estar em nós.
Como podemos purificar a mente?
A Meditação é uma forma muito eficaz de purificar a mente. Ao levantar escovamos os dentes e cabelos, purificando o corpo. Ao levantar meditamos e purificamos a mente. Com a mente calma, serena, atenta, descobrimos nossas potencialidades, aprendemos a usar a energia e criatividade a serviço do BEM. Tornamo-nos amáveis, alegres e benevolentes.
Cantar mantras também é uma forma de purificar a mente. A mente divaga facilmente entre o passado e o futuro nos causando dor e sofrimento. Sofremos pelas dores que já passamos, sofremos pelas dores que supomos vir acontecer. Entoar mantras, foca a mente no presente. Em muitos mantras repetimos o nome divino ou qualidades divinas. Ao entoar os mantras purificamos a mente e vamos criando espaço para pensamentos mais elevados.
Para clarear ainda mais a necessidade de purificação, vamos imaginar uma casa que sempre está de portas e janelas fechadas, ali dentro alimentação gordurosa, raríssimos produtos de limpeza, teias de aranha, poeira e gordura acumulada, cheiro de mofo. Como você se sente dentro dessa casa? Agora, imagine você, abrindo portas e janelas, a luz do sol entrando, ar renovado entrando, varrendo, com muita água lavando. No final qual é o resultado? Você tem prazer de estar ali. Assim é nossa mente. Se não a higienizamos o desconforto mental emocional é uma constante (depressão, tristeza ou aversão, fúria). Mas se praticamos saucha, temos a leveza e bem-estar.

domingo, 13 de junho de 2010

DE VOLTA PARA CASA


Nos distanciamos de DEUS, como o filho que pediu a sua parte na herança e saiu pelo mundo a fora, vivendo os prazeres e as dores (samsara), até o momento em que o vazio de seu coração foi tanto e a "saudade de casa" tomou proporções insuportáveis que o impeliram a tomar a decisão de voltar . (Parábola do Filho Pródigo)

Nos afastamos de DEUS, da UNIDADE, do SUPREMO e nos encontramos no mundo da ilusão. Essa distância da Fonte é motivo para fortalecer a raiz da nossa ignorância (Avidya) e conseqüentemente, motivo de sofrimento.

Distanciamo-nos tanto que já nem sabemos quem somos. Nos identificamos com o nosso "eu", pois precisamos de um nome, de uma profissão, de um endereço e de um sobrenome. Isso nos dá a falsa segurança de saber quem somos.

Vivendo na situação de avidya, que pode ser traduzido por ignorância ou falta de conhecimento, nos basta "ter". Porém, chega o momento que a "saudade de casa" fala mais alto, como no caso do filho pródigo. Buscamos e encontramos. Batemos e a porta se abre. Já não faz mais sentido viver na ilusão do ter. Já não faz mais sentido cultivar o "eu" idealizado que nos dá sustentação na ilusão e nos prende na roda da ilusão. Chega o momento que a compreensão se manifesta e entendemos que não podemos preencher o VAZIO com "coisas", bens e pessoas (apego). Em muitos momentos da vida, nos "empanturramos" de coisas que podem até, momentaneamente, nos dar satisfação e prazer, mas logo o vazio se sobrepõe e percebemos que tudo continua igual: "Saudade de casa". Como bem diz o professor Hermógenes: "Quem, apegado ao que convém, repelindo o que desagrada, temendo o que parece ameaçar, pode esperar desvelar a Verdade do SER?

Ao nos distanciarmos de DEUS, escolhemos o nosso caminho, e cada vida é uma oportunidade de "voltarmos para casa." Escolhemos o que devemos passar, pois pelas experiências, desvelamos a VERDADE de quem somos e como podemos retornar ao lar para que a religação de jiva com atman, do eu com o SER seja a nossa PAZ.

Porém, como podemos voltar à casa apegado ao que convém, ou repelindo o que tememos? Em muitas ocasiões mentimos para nós mesmos, negligenciando o segundo Yama do Astanga Yoga (Oito Passos de Patãnjali), chamado de Satya (VERDADE). Mentimos, enganamo-nos e, quando alguém fala a verdade que não nos convém, nos irritamos, brigamos e muitas vezes odiamos e tomamos o caminho errado, pois não temos discernimento (viveka) e nos distanciamos mais ainda da FONTE, e assim vamos fortalecendo avidya (ignorância).

Escolhemos as situações que precisamos passar. Situações que nos desagradam ou que às vezes sentimos nos ameaçar, porém são como ponte para passar aquele abismo que nos separa de casa.

Quando podemos olhar para as experiêcias e aprender com elas estamos nos aproximando de casa. Cada experiência fácil, ou difícil, boa ou ruim aos nossos olhos, sãos escolhas nossas. Estarmos abertos a cada situação é uma possibilidade de avidya se transformar em vidya e, com viveka (discernimento) saber o rumo a ser tomado. Nesse contexto, o yoga é um caminho que nos permite voltar para casa. Sair do mundo da ilusão para o mundo REAL, onde jiva se une a atman e vê-se a mente unida ao coração. Já não existe o vazio e a plenitude do Ser se manifesta em nossas vidas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

YOGA - ALEGRIA E SOFRIMENTO



A natureza do ser humano é felicidade.  Mas porque desde que temos conhecimento da história da
humanidade vemos o homem buscando a felicidade? Olhemos para nós mesmos. Tudo o que fizemos,
correto ou não, tem o objetivo de nos fazer mais feliz.  Segundo a filosofia do yoga os Kleshas, são os
motivos do nosso sofrimento. Os Kleshas são cinco: Avidya (ignorância), Raga (desejo), Dvesha (aversão),
Asmita (ego), Abhinevesha (medo da morte). Destes cinco, dois em especial daremos atenção hoje: Raga e
Dvesha, desejo e aversão respectivamente. Se pararmos agora para avaliar, vamos compreender, sem
rodeios, que grande parte de nosso sofrimento advêm daquilo que desejamos. Desejo de riqueza, sucesso,
corpo perfeito, companheiro (a) que nos ame, nos respeite, sucesso profissional, etc.  Podemos não ter, ou
ter essas coisas em  medidas diferentes, mas sofremos porque  achamos que não temos como merecemos
ou como queremos.
Aversão é tudo aquilo que não gosto, não quero, não suporto. Isso gera tanto sofrimentona humanidade a ponto de muitas pessoas estagnarem em seu processo evolutivo por não aceitarem a
situação da sua vida naquele momento, esquecendo da impermanência das coisas.
 Como o Yoga pode ajudar na  diminuição ou eliminação do sofrimento em nossas vidas?
Sem dúvida nenhuma, o yoga abre a mente do praticante. As transformações a nível de consciência são
profundas naquele que pratica yoga na sua essência. A prática do yoga nos faz voltar a atenção para nosso
interior. Faz com que os condicionamentos à respeito de nós mesmo, dos outros, da vida, do mundo, sejam
aos poucos trabalhados e isso traz uma nova perspectiva de vida.  Entendemos  e aceitamos o que somos, 
 aceitamos a nossa existência, a nossa missão. Entendemos a impermanência de tudo e vamos dando
passos à frente nessa jornada, à medida que abrimos nosso coração para o novo,que na verdade não é novo, pois ali sempre existiu, esperando uma oportunidade para se manifestar.
O querer desmedido ou inconsciente nos faz entrar num círculo vicioso sem fim.  "Hoje eu tenho isso, amanhã eu quero aquilo.
-Sou vou descansar e ser feliz quando estiver dentro de minha casa no melhor bairro da cidade.
-Só vou ser feliz quando tiver o carro do ano. Só vou ser feliz quando trocar meu celular pelo último
modelo.
-Só vou ser feliz quando conquistar o fulano(a)."
O homem nunca está feliz, sempre está correndo atrás de suas metas.  Isso não quer dizer que o homem não deva ter metas, conforto.Porém, não deve fazer disso a sustentação da sua felicidade. "Se temos somos felizes, se não temos somos infelizes".
O Yoga nos ensina a  reconhecer  e sentir que a felicidade já está dentro de nós e que nada do que é
externo pode nos tirar a alegria de ser quem somos, de viver na equanimidade.
Que cada ser possa viver com mais alegria e equanimidade reconhecendo o ser feliz que ele É.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Asteya - Não Roubar 3º Yama


ASTEYA (Não roubar)
Nos oito passos de Patãnjali,Yamas é o primeiro. Os Yamas são em número de cinco, sendo eles: Ahimsa (Não violência), Satya (Verdade), Asteya (Não roubar), Bramacharya (Conservação de energia), Aparigraha (Não apego). Hoje, nosso tema é ASTEYA (não roubar). Segundo o dicionário Aurélio, roubar significa: “assenhorear-se ou apoderar-se de”. Na filosofia do yoga, Asteya tem um sentido mais abrangente. Significa ter somente o necessário, isto implica a não cair na teia do consumismo. Somos bombardeados todos os dias por propagandas, out door, moda, etc.. Isso tudo nos leva a querer mais e mais para satisfazer o vazio interior.  Acaba o fascínio do novo e lá vamos nós de novo no último degrau buscando a satisfação com “coisas” que nunca poderão preencher o espaço interior e a desilusão toma formas significativas na nossa vida.  Quantas vezes você já se flagrou indo comer ou fazer compras para espantar a tristeza? No momento você até pode esquecer o motivo da dor, sentir “momentos” de alegria, mas logo a verdade está ali, diante de você , para ser trabalhada, e mais uma vez você tenta fugir dela.  Asteya também significa não roubar de nós mesmos.  Mas como podemos roubar de nós mesmos?  Muito simples. É tirar de você as oportunidades que a vida oferece de crescer como ser humano, de evoluir nesse processo, nessa jornada. É tirar de você a oportunidade de conhecer a sua verdade, de saber quem é você , de saber para onde você vai.  É fugir de você mesmo e a exemplo do citado acima, vem o problema e você foge dele ao invés de encarar, aprender e não cair de novo. Fugindo dele, você não aprende e a situação vai voltar tantas vezes e de várias formas que for necessário para que você possa aprender e não retornar a ela.  Nossos condicionamentos, nossa avidya (ignorância), nossos valores, muitas vezes impedem que nos conheçamos, isso é asteya, é roubar de nós mesmos as oportunidades de dissolver o véu da ilusão e vermos as coisas realmente como são.
Portanto, Asteya na filosofia do yoga vai muito além de não tirar dos outros, de não segurarmos aquilo que não nos pertence, envolve todo o rabalho de descondicionamento, de busca de sabedoria para não roubarmos as oportunidades de viver as experiências que possam nos revelar a verdade, nossa verdadeira essência. 
Rosana 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Satya - 2ºYama

YOGA e SATYA (a verdade)


Patãnjali, que codificou o Yoga através dos 8 passos ou oito “angas” incluiu nos Yamas (Código Moral do Yoga) Satya que significa “verdade”. Dentro da amplidão da filosofia do Yoga, Satya é a verdade suprema. Qual é a nossa verdade? Ao praticar Yoga aprendemos a não mentir para nós mesmos, em 1º lugar. Fazemos a pergunta: Quem sou Eu? O que busco? Por que pratico Yoga? Por que sou assim? Estamos tão acostumados com a mentira que falar a verdade parece que soa estranhamente em nosso meio. Estamos cercados de mentiras seja na política, nos relacionamentos e até na própria religiosidade. Nossos condicionamentos nos limitam em vários aspectos e entre esses, é acreditar que somos só esse corpo físico e uma vez terminando essa vida, tudo se acaba. Essa é uma das grandes mentiras em que uma grande parte das pessoas acreditam. George Feurstein em seu livro Visão profunda do Yoga cita: “Essa mentira é a crença disseminada pelo materialismo científico, de que a vida é unidimensional e de que tudo o que se diz acerca da realidade Superior é mera fantasia ou pensamento positivo. Dessa mentira central nasce toda uma atitude perante a vida que nos veda na participação nas dimensões superiores da existência e, assim nos impede de realizar todo o nosso potencial e a nossa dignidade humana. Enquanto pensarmos e levarmos os outros a pensar que somos meros corpos de carne destinados a desaparecer no esquecimento no momento da morte, estaremos vivendo uma mentira que nos diminui.” O yoga abre as possiblidades de viver a multidimensionalidade.

Viver a verdade faz parte da jornada do praticante de Yoga. Não é tarefa fácil, pois viver a verdade de quem somos implica em viver as pequenas verdades do dia a dia diante do caos de mentira que circunda a maioria das pessoas. Podemos, muitas vezes, nos flagrarmos contando mentiras em busca de vantagem pessoal, para ocultar nossos erros ou evitar de nos envergonharmos pelas nossas atitudes. Mas enquanto não vivermos a verdade maior dentro de nós, a verdade de quem somos, nossa visão fica limitada perante o mundo e perante as pessoas e nossos condicionamentos de uma forma ou outra terão forte impacto na nossa vida, seja no falar, no agir e no pensar.

Comecemos a viver a verdade dentro de nosso ser, reconhecendo nossa essência, nossa interdependência, embora seres individuais e a verdade fará parte de nossas vidas.

Namaste.
Rosana Reginatto
Professora de Yoga

sexta-feira, 9 de abril de 2010

AHIMSA- 1º Yama

YOGA E AHIMSA (não-violência)

Dizer que viver sem violência é utopia é o mesmo que negar a si mesmo o direito de viver em paz e em harmonia. Diante de tanta violência estampada não só em jornais e televisão, mas também dentro de nosso próprio convívio pessoal, parece difícil acreditar na não-violência. Mas é possível sim. E tudo começa por nós mesmos. Cultivar ahimsa -não-violência- em nossas vidas é muito mais que não agredir fisicamente a mim  e aos outros. Massacrar-nos com pensamentos obsessivos, com culpa, é uma forma de violência que impede de darmos passos para frente nesta jornada. Como exemplo dessa forma de himsa (violência) é se “torturar” com pensamentos por não ser como você acha e gostaria de ser neste momento, seja na forma física (muito magro, muito gordo....) seja em formas de qualidades (não sou tão bom como deveria....). Não apenas falar, mas também pensar maldade sobre outras pessoas também é uma forma de violência que com certeza, vai causar  mal a quem pensa, pois pensamentos e emoções afetam diretamente nosso corpo físico. Pensamentos e emoções negativas afetarão de forma negativa, pensamentos e emoções positivas afetarão nosso corpo de forma positiva.

O Yoga nos faz perceber sobre a grande teia que é o Universo, da interligação de todas as coisas. Para manter essa interligação é imprescindível cultivar atitudes de não-violência (ahimsa) e de amor para com todos e para com tudo. Não estamos sós no Universo, somos células interdependentes de um grande corpo cósmico. Tendo essa consciência saberemos que ao agredir nosso semelhante, estaremos agredindo a nós mesmos. O Universo não é constituído apenas por seres humanos. O respeito por todas as formas de vida também se faz necessário para manter a integridade da teia do Universo. O respeito também para com as formas que "consideramos" inanimadas (sem vida) também é incluído na prática de ahimsa. A não -violência deve ser praticada sob todas as formas, ou seja, palavras, ações e pensamentos. Começar por nós mesmos é começar a examinar nossa própria vida. Faça a pergunta a você mesmo: Como minha vida influi de maneira destrutiva (himsa) a qualquer outra forma de vida? Como meus atos, pensamentos e ações afetam meus relacionamentos, seja familiar, profissional ou no círculo de amizade? Olhe para você e perceba como você expressa seu amor, sua compaixão, compreensão a todas as outras formas de vida. Quando você está com raiva, irritado que palavras profere? Tenha consciência que palavras ditas num momento em que você deixa as emoções como raiva, mágoa, imperarem no teu ser podem doer mais que um tapa na face. Olhe para você e veja a que nível a competição em todas as suas formas (profissional, estética, etc) se manifesta em sua vida. Tenha consciência que essa competição desenfreada gera estados de violência para você mesmo e para os outros. Crescer na vida, ter o seu lugar na sociedade, cuidar de seu corpo, gostar de si mesmo são atitudes saudáveis e devem ser cultivadas por nós, porém não com o sentido de competição e com a sensação de que você só sentirá que está bem se está acima dos outros.

Ahimsa (não-violência) na forma de pensamento é muito importante. Nossos pensamentos estão constantemente conosco e são eles que, de forma sutil, interferem significativamente na maneira como vemos a vida, como vemos os outros seres. Quando deprimidos emitimos ondas de energia que tendem a deprimir o ambiente e afetar as outras pessoas. Se o nosso interior expande alegria, esperança, essas qualidades tendem a se expandir. Por isso nos sentimos bem ou mal em determinados ambientes e junto a certas pessoas. Nosso estado é responsável pelo modo como nós estamos presentes no mundo e interferindo no todo, pois tudo está interligado.

Ahimsa, portanto, não é utopia nos dias de hoje. Também não foi na época de Mahatama Ghandhi (grande praticante de ahimsa), usou a resistência pacífica para expressar seus pensamentos e indignação perante a situação política na época. Precisamos apenas estar cientes da grande teia do universo e fazermos a nossa parte.

Boa prática de ahimsa.

Namaste
Rosana Reginatto (professora do Espaço Shiva)

Começanco a conhecer o YOGA

Começando a conhecer o Yoga
Atualmente ouvimos falar muito no Yoga. Reportagens na TV, revistas, artigos que tratam sobre este tema e celebridades praticando Yoga. Mas o que é realmente o Yoga? De onde veio e em que época surgiu o Yoga?
No mundo ocidental é comum a prática de Yoga como método de condicionamento físico, realização de posturas (exercícios físicos) difíceis, chegando às vezes ao contorcionismo. Mas a essência do Yoga vai muito além de técnicas físicas.
Definir Yoga não é uma tarefa fácil, porém, partiremos da sua tradução. A palavra yoga vem da raiz sânscrita “yuj” que significa jungir. Literalmente podemos dizer que Yoga significa UNIR. Unir todos os fragmentos de nosso Ser.
É comum as pessoas associarem Yoga com a religião, mas esse conceito não é verdadeiro. O Yoga é uma prática que desperta a espiritualidade sem, contudo, estar ligada a qualquer credo religioso. É uma técnica de autoconhecimento que leva a olharmos para nós mesmos, descobrindo potencialidades latentes e a nossa mais profunda verdade, ou seja, nossa verdadeira essência, quem somos realmente, o que significa estar aqui, neste momento. O objetivo primordial do Yoga é proporcionar ao praticante uma profunda transformação através do autoconhecimento e da autotranscendência.
A origem do Yoga, segundo historiadores e estudiosos da filosofia hindu, é de um passado remoto, na era do xamanismo arcaico. Com o passar dos anos foi desenvolvendo-se na península Indiana no decorrer de cinco mil anos. Existem diferentes  linhas de Yoga, entre elas estão Raja Yoga, Mantra Yoga, Hatha Yoga. Modalidades diferentes, mas todas com o mesmo propósito e intenção: trazer compreensão a todo ser humano, que ele é muito mais que corpo físico e que através das práticas, com as várias ferramentas do Yoga, podemos descobrir o que significa esse “mais”. A nossa verdadeira identidade, a nossa verdadeira essência.
A prática do Yoga proporciona mudanças profundas, que tornam a vida do praticante mais harmonizada, equilibrada, com menos sofrimento, com mais saúde e disposição, pois o Yoga ensina a cuidarmos de nosso corpo como um “templo sagrado”, unindo dentro desse contexto nossos pensamentos, emoções, nossa mente superior e nosso espírito. Ao praticar Yoga, além da saúde física, proporcionamos que as respostas de nossa indagação a respeito da existência humana despertem  em nós: Quem sou eu? Por que estou aqui? De onde vim? Para onde vou? Que devo fazer? Por que o sofrimento? As respostas para essas perguntas nos trazem equilíbrio e entendimento para que possamos viver de forma plena, em harmonia com nós mesmos, com os outros seres, com o planeta, com o Universo.

Sem dúvida, os benefícios do Yoga são inúmeros.

Boa semana a todos.

Namaste.

Rosana Reginatto (professora de Yoga)